
 Unidade 1 - A sociologia religiosa e as cincias humanas

         FATADB - Faculdade Teolgica das Assemblias de Deus no Brasil




        A sociologia se distingue das demais cincias sociais pela abrangncia de seu objeto, buscando conhecer, mediante mtodos cientficos, a totalidade da realidade
social como tal, sem proposta de transformao.
        Como cincia que estuda a natureza, causas e efeitos das relaes que se estabelecem entre os indivduos organizados em sociedade, ela estabelece como objeto
de estudo as relaes sociais, as transformaes por que passam essas relaes, como tambm as estruturas, instituies e costumes que tm origem nelas. A abordagem
sociolgica das relaes entre os indivduos distingue-se das abordagens biolgicas, psicolgicas, econmicas e poltica dessas relaes. Seu interesse focaliza-se
no todo das interaes sociais e no apenas um de seus aspectos, cada um dos quais constitui o domnio de uma cincia social especfica.
        Vrios obstculos impediram a constituio da sociologia como cincia, desde que ela surgiu, no sculo XIX. Entre os mais importantes citam-se a inexistncia
de terminologia clara e precisa; a tendncia a subjetivar os fatos sociais; a multiplicidade de temas de seu interesse e aplicao; as afinidades partilhadas com
outras cincias sociais; a dificuldade de experimentao e a descrio e interpretao dos fenmenos sociais.
        Na sociologia, a teoria  o instrumento de entendimento da realidade, dentro da qual se enunciam as leis gerais. Difere, por isso das demais cincias humanas,
todas de cunho normativo e ideolgico, e a elas se ope.
        O alemo Max Weber foi o expoente mximo do terceiro movimento do behaviorismo, a teoria da ao social. Com o seu original mtodo de "construo de tipos
sociais", instrumento de anlise para estudo de situaes e acontecimentos histricos concretos, exerceu poderosa influncia sobre numerosos socilogos posteriores.
        Por sua vez o Behaviorismo foi uma escola de pensamento que domina a teoria psicolgica entre as duas guerras mundiais (1919-1939). O behaviorismo clssico
concebe a psicologia como um estudo que deve ser baseado apenas em dados observveis e mensurveis, como a qumica e a fsica, descartando todas as consideraes
de ordem introspectiva. Defende que atividades como o pensamento, a imaginao, as emoes e o sentimento podem ser tratados em termos de estmulos e respostas.
A pessoa "responde" a condies (estmulos) determinadas pelo ambiente externo e por processos biolgicos internos. Assim, a explicao de cada ao (resposta) de
um indivduo est no estmulo que a provoca.
        Formulado pelo psiclogo norte-americano John B. Watson (1878-1958), o behaviorismo nasce como uma reao aos mtodos introspectivos de observao.  resultado
das tendncias que surgem na biologia e na psicologia no final do sculo XIX. No perodo entre 1920 e 1950 domina a psicologia nos Estados Unidos e alcana repercusso
internacional. Entre os principais seguidores de Watson esto os psiclogos Clark Hull (1884-1952), B. F. Skinner, Edward Tolman (1886-1959), Kenneth Spence (1907-1967)
e Neal E. Miller (1909-), que prega que a neurocincia  o caminho mais produtivo para a pesquisa psicolgica.
        Conseqncia do behaviorismo, a terapia behaviorista  popularizada por Skinner e ganha projeo aps a II Guerra Mundial. Seu objetivo  modificar os padres
de comportamento dos pacientes. Os problemas emocionais so vistos como conseqncia da aquisio de padres comportamentais inadequados ou de falha no aprendizado
de respostas adequadas.
        Ao analisar o Positivismo doutrina decorrente de pensamento formulada na Frana por Auguste Comte (1798-1857). O termo identifica a Filosofia que busca seus
fundamentos na cincia e na organizao tcnica e industrial da sociedade moderna. O mtodo cientfico  o nico vlido para se chegar ao conhecimento. Reflexes
ou juzos que no podem ser comprovados pelo mtodo cientfico, como os postulados da metafsica, no levam ao conhecimento e no tm valor. Entre suas formulaes
principais, est a que considera que as sociedades humanas passam por trs estgios de evoluo histrica. O primeiro  o teolgico, no qual os fenmenos so apresentados
como sendo produzidos pela ao de seres sobrenaturais que interferem arbitrariamente no mundo. O segundo  o metafsico, no qual os fenmenos so engendrados por
foras abstratas. O ltimo estgio  o positivo, em que o ser humano desiste de procurar as causas ntimas dos fenmenos para, atravs da observao e do mtodo
cientfico, estabelecer as leis gerais que os regem. O estado positivo, portanto, corresponde  maturidade do esprito humano que no  mais enganado por explicaes
vagas, uma vez que pode alcanar o real, o certo e o preciso.
        A Religio  crena na existncia de um ou vrios seres superiores que criam e controlam o cosmo e a vida humana e que, por isso, devem ser adorados e obedecidos.
As religies possuem como caracterstica comum o reconhecimento do sagrado e da dependncia do homem para com poderes sobrenaturais. A prtica religiosa tem por
objetivo prestar tributos e estabelecer formas de submisso a esses poderes. A adeso a uma religio implica a freqncia a seus ritos e a observncia de suas prescries.
        O Cartesianismo foi o movimento filosfico cuja origem  o pensamento do francs Ren Descartes (1596-1650), considerado o fundador da filosofia  moderna.
Para Descartes, nem os sentidos, que podem enganar-nos, nem as idias, que so confusas, podem nos dar certezas e, portanto, nos conduzir ao entendimento da realidade.
Por isso, com a finalidade de estabelecer um mtodo de pensamento que permita chegar  verdade, desenvolve um sistema de raciocnio que se baseia na dvida metdica
e no pressupe certezas e verdades, como era tradio entre os pensadores que o antecederam. O mtodo cartesiano pe em dvida tanto o mundo das coisas sensveis
quanto o das inteligveis, ou seja, o que pode ser apreendido por meio das sensaes ou do conhecimento intelectual.
        A evidncia da prpria existncia, o "Penso, logo existo", traz uma primeira certeza. A razo seria a nica coisa verdadeira da qual se deve partir para
alcanar o conhecimento. "Eu sou uma coisa que pensa, e s do meu pensamento posso ter certeza ou intuio imediata", diz Descartes. Para reconhecer algo como verdadeiro,
ele considera necessrio usar a razo como filtro e decompor esse algo em partes isoladas, em idias claras e distintas.
        Para garantir que a razo no se deixe enganar pela realidade, tomando como evidncia o que de fato pode no passar de um erro de pensamento ou iluso dos 
sentidos. Descarte formula sua segunda certeza: a existncia de Deus. Entre outras provas, usa a idia de Deus como o ser perfeito. A noo de perfeio no poderia 
nascer de um ser imperfeito como o homem, mas de outro ser perfeito, argumenta. Logo, se um ser  perfeito, deve ter a perfeio da existncia. Caso contrrio, lhe 
faltaria algo para ser perfeito. Portanto, Deus existe.
        O mtodo cartesiano revoluciona todos os campos do pensamento de sua poca, possibilitando o desenvolvimento da cincia moderna e abrindo caminho para o 
homem dominar a natureza. A realidade das idias claras e distintas, que Descartes apresenta a partir do mtodo da dvida e da evidncia, transforma o mundo em algo 
que pode ser quantificado. Com isso, a cincia, que at ento se baseava em qualidades obscuras e duvidosas, a partir do incio do sculo XVII torna-se matemtica, 
capaz de reduzir o Universo a coisas e mecanismos mensurveis, que a geometria pode explicar.
        Ao finalizar o discente enfatiza que uma possvel comparao entre sociologia religiosa e as cincias humanas passa obrigatoriamente pela derivao psicolgica 
onde o favorecimento  ntido. Cada um de ns est s diante de Deus. O sentido da comunho com o prximo e do dever com relao aos outros se enfraquece. O trabalho 
racional, regular, constante, termina sendo interpretado como a obedincia a um mandamento divino.
       Finalmente, Max Weber demonstrou que  a teologia quem comanda a orientao da existncia e nenhuma outra cincia.
Unidade 2 - A sociologia frente ao fenmeno religioso
Unidade 3 - A sociologia religiosa e a prtica teolgica
Unidade 4 - A proliferao de credos e denominaes.
        A cincia sociolgica tem como maior contribuio para o processo educativo ser ela um instrumento para a visualizao da realidade que envolve o educando. 
Face a proliferao de credos , segundo Paulo Mekcenas, a implantao da sociologia nas escolas servira para auxiliar os alunos na aquisio de uma cidadania plena, 
pois esta cincia ser capaz de mobilizar o indivduo  para uma reflexo transformadora da realidade.
        Todas as discusses a cerca dos fenmenos religiosos giram em torno de questes que envolvam o instrumento doutrinrio das religies, com seus valores ticos 
e morais, em favor de uma sociedade mais justa e fraterna.
        Historicamente, as pssimas sociologias tm por tradio descartar o fenmeno religioso ou, pelo menos, na melhor das hipteses, coloc-lo em segundo plano 
ou num plano em que este fenmeno seja negativo para o bom andamento da sociedade.  Esta sociologia, j ultrapassada pelos socilogos de ponta, nos remete a uma 
outra mais moderna e profunda que percebe que nem mesmo o pai do agnosticismo - Karl Marx - consegue macular.  Ao imprimir o termo "pio do povo", Marx teve o propsito 
no de aniquilar o fenmeno religioso, mas sim os homens que se apoderavam desse poder simblico para omitir a verdadeira vocao do proletariado. Era, portanto, 
uma discusso entre os homens e seu poder simblico e no entre as religies, discutindo qual ou quais seria mais nocivas ao homem.
        Assim, o discente percebe que nem mesmo Marx deixou de levar em considerao em seus estudos o fenmeno religioso.  No apenas Marx, como tambm Weber e 
Durkheim vo escrever sobre a religio. O livro "A tica protestante e o esprito do capitalismo" de Weber  considerado uma das mais importantes referncias sociolgicas 
escritas at hoje. Inclusive h uma certa unanimidade entre os socilogos em perceberem a grandiosidade do valor metodolgico destas obras. Nos dias de hoje, o discente 
cita Peter Berger e Pierre Bourdieu como importantes socilogos empenhados em estudar a religio. Isto tudo sem contar com a antropologia que desde os seus primrdios 
j estudava as religies.
        Com isto podemos perceber que a sociologia e religio andam muito prximas.  certo e fundamental perceber que a sociologia no vem como uma cincia encarregada 
de discutir a existncia ou no do sagrado, mas sim em analisar, avaliar e compreender como os homens se articulam com o sagrado em que acreditam. Foi com este intuito 
que grandes socilogos citados viram a religio e a utilizaram como seu objeto de estudo.
        As vrias cincias que mantm conversaes com a religio procuram definir bem seu objeto e seu lugar neste dilogo (a lgica necessidade de identificao). 
A teologia preocupa-se com a anlise, interpretao e exposio da f; assim como a filosofia estaria mais articulada com a teologia do que com a sociologia. A histria 
se empenharia em compreender historicamente como os homens em sua caminhada temporal conviveram com o fenmeno da religio e quais as conseqncias deste convvio, 
a psicologia estaria mais empenhada em avaliar as influncias da f na formao da personalidade do indivduo e, a sociologia teria como campo de atuao a percepo 
da f como manifestao na sociedade capaz de observar a funo, a comparao das diversas religies e o carter que esta funo da religio tem como material de 
influncia na organizao e manuteno da sociedade. A sociologia serviria como a cincia sistematizadora do fenmeno religioso.
         somente a sociologia, com seu cabedal terico, a cincia capaz de dar ao homem a noo clara de como a sua religio ou outra qualquer  fator de composio 
da sociedade. Todas as sociedades por mais modernas e secularizadas que sejam tm em seu interior um argumento sagrado, seja ele at mesmo o mercado. Sem o olhar 
sociolgico fica um pouco dificultada a percepo da religio como estrutura importante na formao e compreenso da sociedade, assim como no entendimento de que 
sua religio pode servir como fator de justia e igualdade entre os homens.
Unidade 5 - As Questes da tica, da moral e de outros valores.
Unidade 7 - Misria e riqueza e suas ligaes com a f. 
        No incio de seus estudos, Max Weber realizou anlises estatsticas anlogas s de Durkheim em Le suicide, para determinar o seguinte fato: nas regies da 
Alemanha onde coexistem os grupos religiosos, os protestantes, e especialmente os protestantes de certas Igrejas, possuem uma porcentagem desproporcional da riqueza 
e das posies econmicas mais importantes. Isto no demonstra que a varivel religiosa determine o xito econmico, mas coloca a questo de saber se as concepes 
religiosas no exerceriam uma certa influncia sobre a orientao que os homens e os grupos do  sua atividade. Max Weber passa rapidamente sobre estas anlises 
estatsticas, que constituem apenas uma introduo a estudo mais profundo. 
        Outras anlises procuram estabelecer a adequao intelectual ou espiritual entre o esprito da tica protestante e o esprito do capitalismo. Trata-se, neste 
caso, de relacionar de modo compreensivo um pensamento religioso com uma atitude a respeito de certos problemas da ao.
        Por fim, desenvolvendo em outros trabalhos o estudo sobre o capitalismo e o protestantismo, Weber procura saber em que medida as condies sociais e religiosas 
seriam favorveis ou desfavorveis  formao de um capitalismo do tipo ocidental em outras civilizaes, como na China e no Isl. Embora existam fenmenos capitalistas 
em civilizaes exteriores ao Ocidente, as caractersticas especficas do capitalismo ocidental (a combinao do lucro com a disciplina racional do trabalho) s 
apareceram uma nica vez no curso da histria. Em nenhum lugar fora da civilizao ocidental se desenvolveu esse tipo de capitalismo. Max Weber se perguntou, assim, 
em que medida uma atitude particular em relao ao trabalho (fonte de riqueza), determinada por crenas religiosas, teria constitudo o fato diferencial, presente 
no Ocidente e inexistente em outras regies, capaz de explicar o rumo singular da histria do Ocidente. Essa interrogao  fundamental no pensamento de Max Weber, 
que inicia seu livro sobre a tica protestante deste modo: "Todos aqueles que, criados na civilizao europia de hoje, estudam os problemas da histria universal 
so elevados, cedo ou tarde, a colocar, com razo, a seguinte pergunta: a que encadeamento de circunstncias devemos atribuir o surgimento, na civilizao ocidental, 
e unicamente nesta civilizao, de fenmenos culturais que (pelo menos gostamos de pensar assim) se revestiram de significado e de valor universais?". (Ibid, p.11)
        A tese de Max Wber  a da adequao significativa do esprito do capitalismo e do esprito do protestantismo. Exposta em seus elementos essenciais, esta 
tese pode ser apresentada da seguinte forma: ajusta-se ao esprito de um certo protestantismo a adoo de uma certa atitude em relao  atividade econmica, que 
 ela prpria adequada ao esprito do capitalismo. H uma afinidade espiritual entre uma certa viso do mundo e determinado estilo de atividade econmica.
        A tica protestante mencionada por Max Weber  basicamente as concepes calvinistas, que ele resume em cinco proposies, inspirando-se, sobretudo no texto 
da Confisso de Westminster, de 1647.  Uma viso religiosa, inicialmente exckui qualquer misticismo. A comunicao entre o esprito finito da criatura e o esprito 
infinito de Deus criador  interditada antecipadamente. Trata-se tambm de concepo anti-ritualista, que inclina a conscincia no sentido de uma ordem natural que 
a cincia pode e deve explicar. Ela , portanto, indiretamente favorvel ao desenvolvimento da investigao cientfica, e contrria a todas as formas de idolatria.
       Neste mundo de pecado, o crente deve trabalhar na obra de Deus. Mas, como? Neste ponto, as vrias seitas calvinistas tm interpretaes diferentes. Aquela 
que  favorvel ao capitalismo no  nem a mais original nem a mais autntica. Max Weber sugere que  assim que certas seitas calvinistas terminaram por ver no xito 
econmico uma prova da escolha de Deus. O indivduo se dedica ao trabalho para vencer a angstia provocada pela incerteza da salvao. Os trabalhos racionais, regulares, 
terminam sendo interpretado como a obedincia a um mandamento divino.
        Opera-se, alm disso, uma surpreendente convergncia entre certas exigncias da lgica teolgica e calvinista e determinadas exigncias da lgica capitalista. 
A tica protestante convida o crente a desconfiar dos bens deste mundo, e a adotar um comportamento asctico. Ora, trabalhar racionalmente tendo em vista o lucro, 
e no gast-lo,  por excelncia uma conduta necessria ao desenvolvimento do capitalismo, sinnimo do reinvestimento contnuo do lucro.  a  que aparece, com o 
mximo de clareza, a afinidade espiritual entre uma atitude protestante e a atitude capitalista. O capitalismo pressupe a organizao racional do trabalho e o no 
consumo da maior parte do lucro a fim de permitir o desenvolvimento dos meios de produo. De acordo com Max Weber, a tica protestante proporciona uma explicao 
e uma justificao deste comportamento estranho, de que no h exemplo nas sociedades no-ocidentais, a busca do lucro mximo, no para gozar a vida, mas para a 
satisfao de produzir cada vez mais.
        Um dos temas fundamentais do pensamento de Weber  a oposio entre o julgamento de valor e a relao com os valores. A existncia histrica  por essncia, 
criao e afirmao de valores. A cincia da cultura  a compreenso dessa existncia, e sua abordagem  a relao com os valores. A vida humana  feita de uma sucesso 
de escolhas pelas quais os homens edificam um sistema de valores. A ci6encia da cultura  a reconstruo e a compreenso das escolhas humanas pelas quais um universo 
de valores foi edificado.
        A filosofia dos valores de Max Weber se origina na filosofia neokantiana, tal como era apresentada no seu tempo nas universidades da Alemanha.   uma filosofia 
que prope, como ponto de partida, a distino radical entre os fatos e os valores.
        Os valores no so dados nem no plano sensvel nem no plano transcendente; so criados pelas decises humanas, que diferem dos atos pelos quais o esprito 
percebe o real e elabora a verdade.  Pode ser que a prpria vontade seja um valor. Para Max Weber, porm, h uma diferena fundamental entre a ordem da cincia e 
a ordem dos valores. A essncia da primeira  a sujeio da conscincia aos fatos e s provas; a essncia da Segunda  o livre arbtrio e a livre afirmao. Ningum 
pode ser obrigado, por uma demonstrao, a reconhecer um valor ao qual no adere.
        Para Weber, as sociedades so efetivamente o meio ambiente onde os valores so criados, mas que as sociedades reais so compostas de homens, isto , por 
ns mesmos e pelos outros, e que em conseqncia no  a  sociedade concreta, como tal, que ns adoramos ou devemos adorar. 
        A Antinomia fundamental da ao, de acordo com Weber,  a da moral da responsabilidade e da moral da convico; Maquiavel de um lado, Kant de outro.  A tica 
da responsabilidade  aquela que o homem de ao no pode deixar de adotar; ela ordena a se situar numa situao, a prever as conseqncias das suas possveis decises 
e a procurar introduzir na trama dos acontecimentos um ato que atingir certos resultados ou determinar certas conseqncias que desejamos.
        O discente ousa acrescentar, que a moral da responsabilidade no basta a si mesma, na medida em que se define pela busca de meios adaptados aos objetivos, 
e que estes objetivos permanecem indeterminados. Weber tinha uma viso voluntarista dos valores criados pelos homens. Os diversos valores a que podemos aspirar esto 
encarnados nas coletividades humanas e, por isso, entram espontaneamente em conflito uns com os outros. 
        O problema da escolha de valores nos introduz  tica da convico, que incita a agir de acordo com os nossos sentimentos. Haveria muito a dizer sobre antinomia 
fundamental.  evidente que no h moral da responsabilidade que no se inspire em convices, pois, em ltima anlise, esta moral  uma procura de eficcia, e podemos 
questionar o objetivo de tal procura. No pensamento weberiano a moral da convico aparece como uma das expresses possveis da atitude religiosa. A moral do Sermo 
da Montanha  o tipo desta moral. O pacifista ideal se recusa a tomar armas, a responder   violncia com a violncia.  Weber costumava citar  a  frmula  "oferecer 
a outra face", afirmando que se esta frmula  no for sublime,  covarde. A anlise da moral da convico leva, assim, a uma sociologia da religio. 
        Tem-se afirmado muitas vezes que Weber procurou refutar o materialismo histrico e explicar o comportamento econmico pelas religies, em vez de postular 
que estas so apenas a superestrutura de uma sociedade cuja infra-estrutura seria constituda pelas relaes de produo. Na verdade, Weber quis demonstrar que a 
conduta dos homens nas diversas sociedades s pode ser compreendida dentro do quadro da concepo geral que esses homens tm da exist6encia. Os dogmas religiosos, 
e sua interpretao so partes integrantes dessa viso do mundo;  preciso entend-los para compreender a conduta dos indivduos e dos grupos, notadamente seu comportamento 
econmico.
        A tica na filosofia,  a rea que estuda os valores morais. Reflete sobre o bem e o mal, o que  certo ou errado e procura responder, por exemplo, se os 
fins justificam os meios ou os meios justificam os fins.
        A partir de Scrates (470 a.C-399 a.C.), a filosofia passa a se ocupar de problemas relativos ao valor da vida, ou seja, das virtudes. O primeiro a organizar 
essas questes  Aristteles.  Em sua obra destacam-se os estudos da relao entre a tica individual e a social e entre a vida terica e a prtica. Ele tambm classifica 
as virtudes. A justia, a amizade e os valores morais derivam dos costumes e servem para promover a ordem poltica. A sabedoria e a prudncia esto vinculadas  
inteligncia ou  razo.
        tica crist - Na Idade Mdia predomina a tica crist, impregnada de valores religiosos e baseada no amor ao prximo, que incorpora as noes gregas de 
que a felicidade  um objetivo do homem e a prtica do bem, um meio de atingi-la. Para os filsofos cristos, a natureza humana tem destino predeterminado e Deus 
 o princpio da felicidade e da virtude. Os critrios de bem e mal esto vinculados  f e  esperana de vida aps a morte.
        tica iluminista - Entre a Idade Mdia e a Moderna, o italiano Nicolau Maquiavel rompe com a moral crist, que impe os valores espirituais como superiores 
aos polticos. Defende a adoo de uma moral prpria em relao ao Estado. O que importa so os resultados, e no a ao poltica em si. Por isso, considera legtimo 
o uso da violncia contra os que se opem aos interesses estatais. Maquiavel influencia o ingls Thomas Hobbes (1588-1679) e o holands Baruch Spinosa (1632-1677), 
pensadores modernos extremamente realistas no que se refere  tica.
        Nos sculos XVIII e XIX, o francs Jean-Jacques Rousseau e os alemes Immanuel Kant e Friedrich Hegel (1770-1831) so os principais filsofos a discutir 
a tica. Segundo Rousseau, o homem  bom por natureza e seu esprito pode sofrer aprimoramento quase ilimitado. Para Kant, tica  a obrigao de agir segundo regras 
universais, comuns a todos os seres humanos por ser derivada da razo. O fundamento da moral  dado pela prpria razo humana: a noo de dever. O reconhecimento 
dos outros homens, como fim em si e no como meio para alcanar algo,  o principal motivador da conduta individual.
        Hegel divide a tica em subjetiva ou pessoal e objetiva ou social. A primeira  uma conscincia de dever; a segunda, formada por costumes, leis e normas 
de uma sociedade. O Estado rene esses dois aspectos em uma "totalidade tica".
         Nietzsche critica a moral tradicional, derivada da religio judaico-crist, pelo fato de subjugar os instintos e as paixes  razo. Essa  a "moral dos 
escravos", que nega os valores vitais e promove a passividade e o conformismo, resultando no ressentimento. Em oposio a ela, prope a "transvalorao de todos 
os valores", que funda a "moral dos senhores", preconizando a capacidade de criao, de inveno, de potncia. O ser humano que assim consegue superar-se  o super-homem, 
o que transpe os limites do humano.
         tica contempornea - A valorizao da autonomia do sujeito moral leva  busca de valores subjetivos e ao reconhecimento do valor das paixes, o que acarreta 
o individualismo exacerbado e a anarquia dos valores. Resulta ainda na descoberta de vrias situaes particulares com suas respectivas morais: dos jovens, de grupos 
religiosos, de movimentos ecolgicos, de homossexuais, de feministas, e assim por diante.
         Essa diviso leva ao relativismo moral, que, sem fundamentos mais profundos e universais, baseia a ao sobre o interesse imediato.  dentro dessa perspectiva 
que o filsofo ingls Bertrand Russell (1872-1970)   afirma que a tica  subjetiva, no contendo afirmaes verdadeiras ou falsas . Defende, porm, que o ser humano 
deve reprimir certos desejos e reforar outros se pretendem atingir a felicidade ou o equilbrio.
        Como reao a essas posies, o novo iluminismo, representado por Jrgen Habermas (1929-), desenvolve a Teoria da Ao Comunicativa, dentro da qual fundamenta 
a tica discursiva, baseada em dilogo, por sujeitos capazes de se posicionar criticamente diante de normas.  pelo uso de argumentos racionais que um grupo pode 
chegar ao consenso,  solidariedade e  cooperao.
Unidade 6 - Sociologia do conhecimento
        A Escola de Frankfurt foi um grupo de filsofos e pesquisadores alemes que, na dcada de 20, se dedica a reflexes e crticas sobre a razo, a cincia e 
o avano do capitalismo. Consideram a racionalidade tecnolgica do mundo moderno uma nova forma de dominao cultural. O grupo desenvolve vrias teorias e conceitos, 
como a Teoria da Manipulao, elaborada para explicitar os mecanismos de dominao na Alemanha. Influenciado pelas idias de Karl Marx   e Max Weber  (1864-1920), 
contrape-se ao iluminismo e ao funcionalismo de mile Durkheim (1858-1917), que concebe a sociedade como um organismo com funes especficas, desconsiderando o 
processo histrico. Expresso da crise terica e poltica do sculo XX, a Escola de Frankfurt est inserida na conjuntura poltica dos anos 30, quando surgem a Repblica 
de Weimar, o nazismo e o stalinismo.
        Com a ascenso do nazismo na Alemanha, a Escola de Frankfurt muda-se para Genebra, depois para Paris e, finalmente, para Nova York. Aps a vitria dos aliados 
na II Guerra Mundial, os principais filsofos retornam  Alemanha. Entre os pensadores vinculados ao grupo de Frankfurt destacam-se Walter Benjamin (1892-1940), 
Theodor Adorno (1903-1969) e Max Horkheimer (1895-1973). Junta-se a eles, mais tarde, Jrgen Habermas (1929-), responsvel pela difuso da Teoria Crtica (conjunto 
de textos dos principais filsofos frankfurtianos). A idia de deixar a cincia mais acessvel  sociedade e, assim, favorecer a reflexo coletiva marca o trabalho 
desses filsofos. Suas idias influenciam os movimentos estudantis alemo e norte-americano no final dos anos 60.
        Walter Benjamin discute a arte e a cultura do sculo XX. Em A Obra de Arte na poca de Sua Reprodutibilidade Tcnica  reflete sobre a perda da aura, aquilo 
que faz do objeto de arte algo nico e irreproduzvel. Horkheimer volta-se para a investigao das caractersticas da sociedade capitalista e para as questes como 
a legitimidade do Estado e a luta de classes. Entre seus escritos esto Um Novo Conceito de Ideologia e Teoria Tradicional e Teoria Crtica .
        Theodor Adorno, autor de Idias para a Sociologia da Msica, dissemina o conceito de indstria cultural, que diz respeito aos bens (produtos) culturais difundidos 
pelos meios de comunicao de massa, que impem formas de comportamento e consumo. Segundo Adorno, a indstria cultural caracteriza-se pela explorao comercial 
e pela vulgarizao da cultura, produzindo entretenimento e no reflexo. Uma de suas principais obras  Dialtica do Esclarecimento, em co-autoria com Horkheimer.
        O empirismo  o  nome genrico das doutrinas filosficas  em que o conhecimento  visto como resultado da experincia sensvel. Limita o conhecimento  vivncia, 
s aceitando verdades que possam ser comprovadas pelos sentidos. Rejeita os enunciados metafsicos, baseados em conceitos que extrapolam o mundo fsico, devido  
impossibilidade de teste ou controle. A noo de gravidade, por exemplo, faz parte do mundo sensvel; j o conceito de bem  do mundo metafsico.
        O empirismo provoca revoluo na cincia. A partir da valorizao da experincia, o conhecimento cientfico, que antes se contentava em contemplar a natureza, 
passa a querer domin-la, buscando resultados prticos.
        O ingls John Locke (1632-1704) funda a escola empirista, uma das mais importantes da filosofia moderna. Apesar de partir do cartesianismo, Locke discorda 
de Descartes  sobre a existncia de idias inatas produzidas pela capacidade de pensar da razo. Para Locke, as idias vm da experincia externa, pela sensao, 
ou da interna, via reflexo. So tambm simples ou compostas. A idia de comprimento, por exemplo,  simples: vem da viso. A de doena, fruto da associao de idias, 
 composta.
        No sculo XVIII, o escocs David Hume (1711-1776) leva mais longe o empirismo ao negar a validade universal do princpio de causalidade, uma vez que no 
pode ser observado. O que se observa  a seqncia temporal de eventos, e no sua conexo causal. S por uma questo de hbito pensamos que o fato atual se comportar 
como outros que j observamos no passado. Para o empirismo contemporneo, tambm chamado de positivismo lgico, representado pelo austraco Ludwig Wittgenstein (1889-1951), 
a filosofia deve limitar-se  anlise da linguagem cientfica, expresso do conhecimento baseado na experincia.
        O Materialismo  a doutrina filosfica que admite como realidade apenas a matria. Nega a existncia da alma e do mundo espiritual ou divino. Formulada pela 
primeira vez no sculo VI a.C., na Grcia, ganha impulso no sculo XVI, quando assume diferentes formas. Para os gregos, os fenmenos devem ser explicados no por 
meio de mitos religiosos mas pela observao da realidade. A matria  a substncia de todas as coisas. A gerao e a degenerao do que existe obedecem a leis fsicas. 
A matria encontra-se em permanente metamorfose. A alma faz parte da natureza e obedece s suas leis. Essas teses so a base de todo o materialismo posterior.
        No sculo XVIII, o francs Julien de la Mettrie (1709-1751), os pensadores da Enciclopdia e o baro de Holbach (1723-1789)  lanam o materialismo filosfico, 
doutrina que considera o homem uma mquina e nega a existncia da alma, em oposio ao espiritualismo. No sculo XIX surge na Alemanha o materialismo cientfico, 
que substitui Deus pela razo ou pelo homem, prega que toda explicao cientfica resulta de um processo psicoqumico e que o pensamento  apenas um produto do crebro. 
Seus principais formuladores so Karl Vogt (1817-1895), Ludwig Bchner (1824-1899) e Ludwig Feuerbach (1804-1872). O marxismo, por sua vez, baseia-se numa concepo 
materialista da histria - denominada materialismo histrico por Friedrich Engels (1820-1895)  -, pela qual a histria do homem  a da luta entre as diferentes classes 
sociais, determinada pelas relaes econmicas da poca. O materialismo dialtico  constitudo como doutrina por Lnin e recebe esse nome porque sua teoria  materialista 
e seu mtodo, a dialtica. No incio do sculo XX, as idias de pensadores como Richard Avenarius (1843-1896), Ernst Mach (1838-1916) e Wilhelm Ostwald (1853-1932) 
do origem ao materialismo energetista, teoria mais filosfica que cientfica, pela qual esprito e matria so apenas formas da energia que constituem a realidade.
Unidade 8 - A cincia como benefcio do corpo e da alma
Unidade 9 - Religio e Cincia
Unidade 10 - Afinidades e  entre religio e cincia
Unidade 11 - A religio como refgio
Unidade 12 - O poder cientfico e o poder da f
Unidade 13 - O fanatismo
Unidade 14 - Cultura e religio

        Depois de identificar seus traos caractersticos, Augusto Comte considera a sociedade industrial como a forma universal da organizao social . No Curso 
de Filosofia Positiva considerou a histria como a de um povo nico. Por fim, fundamentou essa unidade da espcie humana na constncia da natureza do homem, que 
se exprime no plano social por meio de ordem fundamental, que podemos encontrar atravs da diversidade das instituies humanas histricas.
        A maioria dos socilogos de uma forma ou de outra se preocuparam em agir ou em exercer influncia sobre a evoluo social. Todas as grandes doutrinas sociolgicas 
do sculo XIX, talvez mesmo as de hoje, comportam uma passagem do pensamento  ao, ou da cincia  poltica e  moral.
        O socilogo  uma espcie de profeta pacfico, que instrui os espritos, congrega as almas e, secundariamente, atua como grande sacerdote da religio sociolgica.
        A sntese filosfica das cincias pode ser ordenada em torno de quatro idias: 
1. A cincia no  uma aventura, uma busca incessante e indefinida,  uma fonte de dogmas. Procura verdades definitivas, que no possam ser questionadas.
2. O contedo essencial da verdade cientfica  representado pelo que se chama de leis.
3. Existe uma estrutura hierrquica dos seres, segundo a qual cada categoria est sujeita a determinadas leis
4. A cincia est submetida a disperso na anlise. Portanto todas as ci6encias convergem para a sociologia, que representa o nvel mais alto de complexidade, de 
nobreza e de fragilidade.
        Para Comte, a sociologia , portanto, a cincia do conhecimento. O homem s pode conhecer o esprito humano se observar sua atividade e sua obra na sociedade 
e atravs da histria. O esprito humano no pode ser conhecido por introspeco,  maneira dos psiclogos, ou pelo mtodo da anlise reflexiva,  maneira de Kant. 
Essa verdadeira cincia do entendimento que chamaramos hoje de sociologia do conhecimento,  observao, anlise e compreenso das capacidades do esprito humano, 
tais como se manifestam a ns pelas suas obras na durao histrica.
        A sociologia  tambm a cincia do entendimento porque o modo de pensar e a atividade do esprito so, em todos os momentos, solidrios com o contexto social. 
No h um eu transcendental que se pudesse apreender pela anlise reflexiva. O esprito  social e histrico. 
        Comte acreditava que a religio de nossa poca pode e deve ter inspirao positivista. No pode ser mais a religio do passado, que implica um modo de pensar 
ultrapassado.  O homem de esprito cientfico no pode crer na revelao, no catecismo da igreja, ou na divindade, de acordo com a concepo tradicional. Por outro 
lado, a religio corresponde a uma necessidade permanente do homem. O homem tem necessidade de religio porque precisa amar algo que seja maior do que ele. As sociedades 
tm necessidade de religio porque precisam de um poder espiritual, que consagre e modere o poder temporal e lembre aos homens que a hierarquia das capacidades no 
 nada ao lado da hierarquia dos mritos. S uma religio pode pr no seu verdadeiro lugar a hierarquia tcnica das capacidades, e lhe sobrepor uma hierarquia eventualmente 
contrria, a hierarquia dos mritos.
        A religio pode atender a essas necessidades constantes da humanidade, que busque amor e a unidade , ser a religio da humanidade. Como a hierarquia dos 
mritos morais que  preciso criar pode contrariar a hierarquia temporal, que Auguste Comte nos convida a amar no  a humanidade que conhecemos, grosseira e injusta. 
O Grande Ser no  a totalidade dos homens mas, entre os homens, aqueles que sobrevivem nos seus descendentes porque viveram de modo a deixar uma obra ou um exemplo.
        Em outros termos, o Grande Ser que Comte nos convida a amar  o que os homens tiveram ou fizeram de melhor. , finalmente, aquilo que, no homem, ultrapassa 
os homens, ou pelo menos o que, em alguns homens, a humanidade essencial realizou.
        Essa humanidade essencial que amamos no Grande Ser ser muito diferente da humanidade das religies tradicionais? Sem dvida h uma diferena fundamental 
entre amar a humanidade como Comte recomenda e amar o deus transcendente das religies tradicionais. Contudo, o deus do Cristianismo se fez homem. Entre a humanidade 
essencial e a divindade, na religio da tradio ocidental, h uma relao que se presta a vrias interpretaes.
        Pessoalmente o discente acredita, que a religio de Comte, que como se sabe no teve grande xito temporal,  menos absurda do que ordinariamente se acredita. 
Ela parece ao discente superior a muitas outras concepes religiosas que outros socilogos difundiram, deliberadamente ou no. A amar alguma coisa na humanidade, 
alm de pessoas determinadas, mais vale amar a humanidade essencial representada e simbolizada pelos grandes homens do que amar com fanatismo seitas, ordens sociais 
e econmicas e at mesmo polticas, a ponto de querer a morte de todos os que no acreditam nessa nova doutrina de salvao, imposta de modo fantico pelo prprio 
poder poltico.
        Se  preciso retirar uma religio da sociologia, a nica que parece ao discente, no final das contas, razovel  a de Auguste Comte. Ela no ensina a amar 
uma sociedade entre outras, o que seria fanatismo tribal, ou a amar a ordem social do futuro, que ningum conhece e em nome da qual exterminam os cticos. O que 
Comte nos recomenda  o amor  excelncia de que alguns homens foram capazes, e na direo da qual todos os homens devem se elevar, e no o amor  sociedade de hoje, 
nem a sociedade de amanh.
        Pode ser que a humanidade no seja um objeto de amor que toque a maioria dos homens, contudo, de algumas religies de cunho sociolgico, a sociocracia de 
Comte parece ao discente filosoficamente melhor. Alis, talvez por isso tenha sido a mais fraca politicamente. Desde que no amem realidades materiais, os homens 
tm muita dificuldade em amar o que os une e em no amar o que os divide.
        Pode-se considerar a religio de Comte, como um acidente biogrfico. Se a interpretao do discente estiver correta, este acidente biogrfico  parece ter 
um sentido muito profundo. O discente afirmou que Comte foi o socilogo da unidade humana; ora, uma das realizaes possveis, se no necessrias, da sociologia 
da unidade humana  a religio da unidade humana. A religio do Grande Ser  o que h de melhor no homem transfigurado em princpio de unidade de todos os homens.
        Ao concluir o discente acrescenta que o Positivismo foi um corrente de pensamento formulada na Frana por Auguste Comte (1798-1857) . O termo identifica 
a Filosofia  que busca seus fundamentos na cincia e na organizao tcnica e industrial da sociedade moderna. O mtodo cientfico  o nico vlido para se chegar 
ao conhecimento. Reflexes ou juzos que no podem ser comprovados pelo mtodo cientfico, como os postulados da metafsica, no levam ao conhecimento e no tm 
valor. Entre suas formulaes principais, est a que considera que as sociedades humanas passam por trs estgios de evoluo histrica. O primeiro  o teolgico, 
no qual os fenmenos so apresentados como sendo produzidos pela ao de seres sobrenaturais que interferem arbitrariamente no mundo. O segundo  o metafsico, no 
qual os fenmenos so engendrados por foras abstratas. O ltimo estgio  o positivo, em que o ser humano desiste de procurar as causas ntimas dos fenmenos para, 
atravs da observao e do mtodo cientfico, estabelecer as leis gerais que os regem. O estado positivo, portanto, corresponde  maturidade do esprito humano que 
no  mais enganado por explicaes vagas, uma vez que pode alcanar o real, o certo e o preciso.
Unidade 15 - As religies populares.
        O discente passar a discorrer sobre algumas das religies populares do Brasil. O Candombl a primeira delas,  uma religio afro-brasileira que cultua os 
orixs, deuses das naes africanas de lngua iorub dotados de sentimentos humanos, como cime e vaidade. O candombl chegou ao Brasil entre os sculos XVI e XIX 
com o trfico de escravos negros da frica Ocidental. Sofreu grande represso dos colonizadores portugueses, que o consideravam feitiaria. Para sobreviver s perseguies, 
os adeptos passaram a associar os orixs aos santos catlicos, no chamado sincretismo religioso. Por exemplo, Iemanj  associada a Nossa Senhora da Conceio; Ians 
a Santa Brbara.
 Seguidores - As perseguies sofridas pelo candombl prejudicam at hoje a estimativa sobre o seu nmero de adeptos. Parte dos que freqentam os cerca de 20 mil 
terreiros espalhados pelo pas ainda hoje afirma ser catlica. Segundo o IBGE, apenas 0,4% da populao (cerca de 650 mil pessoas) declarava, em 1991, seguir cultos 
afro-brasileiros. Mas a Federao Nacional de Tradio e Cultura Afro-Brasileira (Fenatrab) calcula que 70 milhes de pessoas, quase a metade da populao do pas, 
tm ligao com o candombl ou com a umbanda, outra religio afro-brasileira.
 Cultos - As cerimnias ocorrem em templos chamados terreiros e sua preparao  fechada, envolvendo, muitas vezes, o sacrifcio de pequenos animais. So celebradas 
em dialeto africano e marcadas por cantos e ritmo dos atabaques (tambores), que variam segundo o orix homenageado. No Brasil, a religio cultua apenas 16 dos mais 
de 200 orixs existentes na frica Ocidental.
 Uma das festas mais conhecidas do candombl brasileiro  a de Iemanj, orix feminino considerado a rainha dos mares e oceanos. Durante a comemorao - que na Bahia 
acontece no dia 2 de fevereiro e no Rio de Janeiro na noite de 31 de dezembro -, oferendas so levadas ao mar, onde, de acordo com a tradio, Iemanj aparece envolta 
em espumas para receb-las.
 A Lavagem do Bonfim, em Salvador (BA),  um dos exemplos da fuso religiosa do catolicismo com o candombl. O Senhor do Bonfim, homenageado no dia 11 de janeiro, 
 identificado como Oxal. Os fiis percorrem, em cortejo, um trajeto que comea no largo da Conceio e termina na Igreja de Nosso Senhor do Bonfim. No local  
realizada a lavagem simblica das escadarias da igreja, com gua perfumada e flores.
 Pais e mes-de-santo - Para se tornar pai-de-santo ou me-de-santo - os chefes do terreiro -  necessria a indicao de um orix, o que geralmente acontece nos 
cultos. Durante a revelao do santo, o aprendiz  tomado por tremores e sobressaltos. A segunda etapa dura quase um ms: internado no terreiro, ele tem a cabea 
raspada,  banhado com sangue de animais e, finalmente, promovido a filho-de-santo (ia), ou seja, sacerdote de um orix. Concluda essa fase, o  filho-de-santo 
ainda passa por uma preparao, que demora vrios anos, at chegar a pai-de-santo ou me-de-santo.
        A Umbanda  uma religio brasileira que nasceu no Rio de Janeiro, nos anos 20, a partir da mistura de crenas e rituais africanos e europeus. Derivada do 
candombl  , considera que o universo  povoado de entidades espirituais, os guias. Estes entram em contato com os homens atravs de um iniciado (o mdium), que 
os incorpora. Tais guias se apresentam por meio de figuras como o caboclo, o preto-velho e a pomba-gira.
        Segundo pesquisa realizada em 1994 pelo instituto Datafolha, cerca de 900 mil brasileiros declaravam-se seguidores da umbanda. J a Federao Nacional de 
Tradio e Cultura Afro-Brasileira (Fenatrab) estima em 70 milhes o nmero de pessoas que tm ligao com as religies afro-brasileiras, que incluem a umbanda e 
o candombl.
        Origem - As razes umbandistas encontram-se em duas religies trazidas da frica pelos escravos: a cabula, dos bantos, e o candombl, da nao nag, do qual 
herda os orixs. Os elementos africanos misturam-se ao catolicismo, criando a identificao de orixs com santos.             Outra influncia  o espiritismo kardecista, 
que acredita na possibilidade de contato entre vivos e mortos e na evoluo espiritual a partir de sucessivas vidas na Terra. A umbanda incorpora ainda ritos indgenas 
e prticas mgicas europias.
         Organizao - As principais autoridades so os pais ou mes-de-santo, que incorporam as entidades e presidem as sesses realizadas no terreiro (o templo). 
Abaixo deles esto os filhos ou filhas-de-santo, que tambm so mdiuns, e seus auxiliares.
        As entidades umbandistas organizam-se em dois grupos, o da "direita" e o da "esquerda". O grupo da direita divide-se em sete linhas, presididas pelos orixs. 
Na esquerda h cinco linhas, presididas pelos exus, que agrupam guias considerados espritos menos desenvolvidos, como as pombas-gira. As entidades da direita e 
da esquerda podem fazer "trabalhos" para ajudar os seres humanos. Os guias da direita s realizam trabalhos "bons"; j os da esquerda so usados para fazer mal a 
outras pessoas.
         O Catolicismo  um dos ramos da religio crist. Reconhece o papa como autoridade mxima e venera a Virgem Maria e os santos. O termo catlico vem do grego 
katholikos, universal. A adoo desse nome vem da idia de uma igreja que pode ser aceita e levar a salvao a qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo. A missa 
 o principal ato litrgico, e por meio da aceitao dos sacramentos o catlico reafirma sua f. A histria do catolicismo est associada  expanso do Imprio Romano 
e ao surgimento dos novos reinos em que este se divide. Sua difuso se vincula ao desenvolvimento da civilizao ocidental e ao processo de colonizao e aculturao 
de outros povos.
         Hoje o catolicismo possui mais de 1 bilho de adeptos, aproximadamente 18,7% da populao mundial. A maioria (cerca de 39%) encontra-se na Amrica Latina. 
O Brasil  o pas que rene o maior nmero de catlicos no mundo. Segundo o IBGE, 121.812.475 brasileiros declaravam-se catlicos em 1991 (cerca de 83% da populao 
do pas).
        Igreja Catlica - A sede da Igreja Catlica fica no Vaticano, um pequeno Estado independente no centro de Roma, Itlia. Em todo o mundo se estrutura em regies 
geogrficas autnomas chamadas dioceses, dirigidas por bispos subordinados ao papa. O primeiro pontfice foi o apstolo Pedro, no sculo I. Desde ento, a Igreja 
Catlica j teve 264 papas, entre eles Joo XXIII, um dos mais populares de todos os tempos. O seu papado, de 1958 a 1963, inaugura uma nova era na histria do catolicismo, 
marcada por profunda reforma religiosa e poltica. Joo XXIII convoca o Conclio Vaticano II (1962-1965), responsvel por mudanas que permitem maior integrao 
da Igreja Catlica ao mundo contemporneo. Ele busca tambm amenizar a hostilidade no interior do cristianismo, promovendo o dilogo e a unio entre suas vrias 
vertentes (catolicismo, protestantismo e Igreja Ortodoxa). No plano poltico enfatiza a necessidade de o papa intervir como conciliador em questes internacionais.
        No poder desde 1978, o papa atual, o polons Karol Wojtyla, adota o nome de Joo Paulo II. Ele  o primeiro no-italiano a ser eleito para o cargo em 456 
anos.  
        Eleio dos papas - Desde a Idade Mdia os papas so eleitos por um colgio especial de cardeais. Com o decreto de Gregrio X, no incio do sculo XIII, 
o conclave torna-se uma votao secreta para evitar a interferncia de presses externas. Atualmente existem cerca de 150 cardeais no mundo inteiro, dos quais 120 
tm direito a votar. A escolha do novo papa comea com uma missa solene na Baslica de So Pedro. Depois, os cardeais se dirigem  Capela Sistina, onde  realizada 
a eleio, que pode durar vrios dias. Durante esse processo, eles ficam incomunicveis e so proibidos de deixar o local da votao.
         Liturgia catlica - As missas so rezadas em latim at a dcada de 60, quando o Conclio Vaticano II autoriza o uso da lngua de cada pas. Os sacramentos 
rituais so batismo, eucaristia, crisma (ou confirmao da f), penitncia (ou confisso), matrimnio, ordenao e uno dos enfermos. O casamento de sacerdotes 
 proibido desde a Idade Mdia, salvo em algumas igrejas orientais unidas a Roma (por exemplo, a maronita). As mulheres no so admitidas no sacerdcio ordenado.
         Festas religiosas - Alm de Natal, Pscoa e Pentecostes - principais festas crists -, existem outras comemoraes de grande importncia para os catlicos. 
No Corpus Christi, dez dias aps Pentecostes, os fiis celebram a presena de Jesus Cristo na eucaristia. Em muitos lugares, procisses de fiis percorrem ruas decoradas 
por mosaicos coloridos, representando temas religiosos. O Dia de Reis, 6 de janeiro, lembra a visita dos trs reis magos (Gaspar, Melchior e Baltasar) ao menino 
Jesus, em Belm, quando o presenteiam com ouro, incenso e mirra, substncias que representam sua realeza, sua divindade e sua humanidade.
         A comemorao do Dia de Nossa Senhora de Aparecida, a santa padroeira do Brasil,  restrita ao pas. Em 12 de outubro, feriado nacional, milhares de fiis 
dirigem-se  Baslica de Nossa Senhora de Aparecida, em Aparecida do Norte (SP), para homenage-la. Os cultos de So Joo, Santo Antnio e So Pedro, nas chamadas 
festas juninas (por acontecer no ms de junho), tambm se destacam entre as festividades catlicas do pas.
         Renovao Carismtica Catlica - Movimento da Igreja Catlica que surge nos Estados Unidos, em meados da dcada de 60, com o objetivo de reafirmar a presena 
do Esprito Santo no catolicismo. Preserva as doutrinas bsicas do catolicismo e enfatiza a crena no poder milagroso do Esprito Santo. Os rituais, nos grupos de 
orao, buscam a interao com o Esprito Santo, que, segundo os carismticos, realiza milagres, como a cura de fiis.
        Teologia da Libertao - Movimento catlico criado na dcada de 60, principalmente na Amrica Latina. Provoca grande polmica com a cpula da Igreja Catlica 
por associar o cristianismo a questes polticas e sociais concretas. Os fiis e os sacerdotes que seguem a Teologia da Libertao defendem a luta por justia social 
como um compromisso cristo. O telogo brasileiro e ex-frade franciscano Leonardo Boff   um dos formuladores do movimento.                        No livro Jesus 
Cristo Libertador (1972) admite o emprego das teorias marxistas na anlise do atraso das sociedades do terceiro mundo. Essa posio, apoiada por outros telogos 
e sacerdotes latino-americanos, o leva a um conflito com setores da Igreja. Em 1984  condenado pelo Vaticano ao silncio por um ano, sendo proibido de se manifestar 
publicamente como punio pelas idias do livro Igreja, Carisma e Poder. Em 1992, ao ser condenado a novo perodo de silncio, Leonardo Boff renuncia ao sacerdcio.
        O Protestantismo foi um movimento cristo surgido com a Reforma Protestante, iniciado pelo telogo alemo Martinho Lutero  no sculo XVI, que rompe com a 
Igreja Catlica. As crticas de Lutero ao catolicismo comeam em 1517. Defende ser a f o elemento fundamental para a salvao do indivduo e condena a venda de 
indulgncias pela Igreja e o relaxamento dos costumes do clero da poca. Em 1519, Lutero afasta-se definitivamente do catolicismo ao negar o primado do papa. Dois 
anos depois  excomungado pelo papa Leo X. Com a simpatia de diferentes setores da nobreza e dos camponeses, o luteranismo difunde-se na Alemanha. Lutero traduz 
a Bblia  para o alemo e abole a confisso obrigatria, o culto aos santos, o jejum e o celibato clerical. S aceita os sacramentos do batismo e da eucaristia.
        Os protestantes tambm negam o culto  Virgem Maria e aos santos. O nome protestante  atribudo, na poca, aos partidrios da Reforma que protestam contra 
a Dieta (assemblia convocada pelos reis) de Espira (1529). A Igreja Protestante, tambm conhecida como Evanglica, reivindica a reaproximao da Igreja com o cristianismo 
primitivo.
         O protestantismo divide-se em protestantismo histrico, criado a partir da Reforma, e protestantismo pentecostal, surgido no comeo do sculo XX. Todas 
as Igrejas Protestantes celebram Natal, Pscoa, Pentecostes e as demais festividades crists. Tambm h comemoraes particulares a cada uma delas, como o Dia de 
Ao de Graas, celebrado pelos luteranos, e o Dia da Escola Dominical, comemorado pelos metodistas.
         Calcula-se que o protestantismo tenha cerca de 500 milhes de adeptos em todo o mundo. O Brasil rene o maior nmero de protestantes da Amrica do Sul, 
cerca de 13 milhes de pessoas, segundo pesquisa realizada pelo instituto DataFolha em 1994.
        PROTESTANTISMO HISTRICO - Corrente do protestantismo que compreende as Igrejas formadas a partir da Reforma, como a Luterana, a Presbiteriana, a Anglicana, 
a Batista e a Metodista.
        Igreja Luterana -  a primeira Igreja sada da Reforma, fundada por Martinho Lutero. A comunidade pode escolher seus pastores e todos os batizados so considerados 
sacerdotes. Acentua-se a autoridade nica da Bblia, no sendo necessria a interpretao de um sacerdote. Cada igreja  independente e no  submetida a uma hierarquia.
        Igreja Presbiteriana - Igreja protestante que no reconhece a autoridade dos bispos nem aceita hierarquia superior  dos presbteros (sacerdotes). Fundada 
pelo escocs John Knox (1514-1572), seus princpios fundamentais so enunciados na Confisso de F de Westminster, em 1643. Segue a doutrina religiosa do telogo 
francs Joo Calvino (1509-1564), que funda uma corrente do protestantismo. Calvino afirma o dogma da predestinao, segundo o qual o homem est destinado  salvao 
ou  condenao por escolha divina, cabendo a ele apenas colaborar com a vontade de Deus. Salva-se quem santificar a vida cumprindo seus deveres. Defende a separao 
de Igreja e Estado, com predomnio da primeira sobre o ltimo. Enfatiza a leitura e interpretao da Bblia e admite os sacramentos do batismo e da eucaristia. Considera 
o homem livre das proibies no explicitadas nas Escrituras e estimula a busca do conforto por meio do trabalho e da vida regrada.
        Igreja Anglicana - Igreja oficial da Inglaterra criada pelo rei Henrique VIII, que em 1534 rompe com a Igreja Catlica. A reforma anglicana consolida-se 
em 1558, sob o reinado de Elizabeth I. Da Inglaterra difunde-se para as colnias, especialmente a Amrica do Norte. Assemelha-se ao catolicismo quanto  liturgia. 
O anglicanismo admite mulheres como sacerdotes desde 1994.
        Igreja Batista - Fundada em Londres, em 1611, a partir de um grupo de luteranos liderados por Thomas Helwys (1550-1616). Valoriza o sacramento do batismo 
e defende sua realizao em idade adulta. Para os batistas, a salvao eterna no est relacionada com a execuo de boas obras. Difundida principalmente nos EUA, 
a Igreja Batista no usa a cruz como smbolo.
        Igreja Metodista - Formada em 1740, a partir da obra do clrigo anglicano John Wesley (1703-1791), tem forte influncia calvinista. Wesley passa a fazer 
reunies metdicas para exerccios de meditao mstica, da o nome metodista. A Igreja Metodista aceita o batismo simblico das crianas. Defende ser a palavra 
de Deus suficiente para a salvao, mas critica a interpretao individual dos textos sagrados. Acredita na cura divina e na manifestao do Esprito Santo.
        PROTESTANTISMO PENTECOSTAL - Corrente do protestantismo que surge em Los Angeles, EUA, em 1906, e se difunde rapidamente pelos pases do terceiro mundo. 
Desenvolve-se a partir de uma dissidncia dos metodistas. O pentecostalismo reverencia o Esprito Santo, que concede aos apstolos o dom de curar. Os cultos so 
emotivos e teatrais. H nfase na pregao do Evangelho, nas oraes coletivas feitas em voz alta e nos rituais de exorcismo e cura, realizados em grandes concentraes 
pblicas. Divide-se em pentecostalismo tradicional e neopentecostalismo.
        Pentecostalismo tradicional - No Brasil, as principais Igrejas so Assemblia de Deus, C, Evangelho Quadrangular e O Brasil para Cristo. A Assemblia de 
Deus  a maior Igreja Pentecostal do Brasil. Surge em 1911, de uma ciso dos batistas de Belm (PA). Nos cultos, os fiis cantam e oram em voz alta, com os braos 
estendidos. . Durante os cultos, homens e mulheres sentam-se em lados separados nos templos. A Evangelho Quadrangular, criada nos EUA em 1918, chega ao Brasil na 
dcada de 40. Enfatiza o dom da cura e da capacidade de falar em lnguas desconhecidas. O Brasil para Cristo  fundada em 1955 pelo brasileiro Manuel de Melo, que 
foi pastor da Assemblia de Deus e do Evangelho Quadrangular. Os cultos so marcados pelas oraes espontneas e pelo testemunho dos fiis, que tambm podem pregar.
        Neopentecostalismo - Movimento surgido na dcada de 70 que d maior nfase aos rituais de exorcismo e cura. Segue a Teologia da Prosperidade, que assegura 
que a felicidade, o sucesso e a prosperidade devem ser encontrados nesta vida. Os neopentecostais tm hbitos morais menos rgidos que os pentecostais tradicionais. 
A principal Igreja Neopentecostal brasileira  a Igreja Universal do Reino de Deus, fundada por Edir Macedo em 1977. Com 3,5 milhes de membros, a Universal  a 
Igreja que mais cresce no Brasil, onde tem cerca de 2,1 mil templos, e j se espalhou para 34 pases. Considera que o mundo est tomado por demnios e a tarefa dos 
pastores  exorciz-los. Outras Igrejas em expanso so a Igreja Internacional da Graa de Deus, criada em 1980, no Rio de Janeiro; a Comunidade Evanglica Sara 
Nossa Terra, em 1976, em Gois; e a Renascer em Cristo, em 1986, em So Paulo. Fundadas por pregadores brasileiros, participam da poltica partidria e utilizam 
intensamente a mdia eletrnica.
        PARAPROTESTANTES - Formam um grupo especfico dentro do protestantismo porque acreditam que a prpria doutrina foi revelada por uma ao divina especial. 
As principais Igrejas so a Adventista, a Mrmon e a Testemunhas de Jeov.
        Igreja Adventista - Doutrina criada nos EUA por William Miller (1782-1849), que anunciava a volta de Cristo  Terra em 1844. Apesar de no realizada a profecia, 
continua a incorporar novos fiis. Divide-se em vrios ramos, como Cristos Adventistas Unio da Vida e Advento e Adventistas do Stimo Dia, que consideram o sbado 
dia sagrado. Os adventistas acreditam que a volta de Cristo est prxima e que os mortos dormem at a ressurreio.
        Igreja Mrmon - Tambm chamada de Igreja de Jesus Cristo dos Santos do ltimo Dia,  fundada em 1830 pelo americano Joseph Smith (1805-1844). Mrmon  o 
nome do livro que o fundador teria recebido das mos de um profeta.
        Testemunhas de Jeov - Igreja formada em 1875 pelo norte-americano Charles Russel (1852-1916), resulta da fragmentao da Igreja Adventista. Os fiis rejeitam 
as noes de imortalidade da alma e de inferno. Acreditam que religio e governo so criaes do diabo. Defendem a moral rgida e recusam-se a prestar o servio 
militar. Seus locais de encontro chamam-se sales do reino.
Por fim, o Espiritismo  uma doutrina religiosa baseada na crena na existncia do esprito (alma) independente do corpo e em seu retorno  Terra em sucessivas encarnaes, 
at atingir a perfeio. Sua principal corrente  o kardecismo, formulado em 1857 no Livro dos Espritos  pelo professor francs Allan Kardec (1804-1869), pseudnimo 
de Denisard Lon Hippolyte Rivail.
         O espiritismo considera o homem o nico responsvel por sua felicidade, pois tudo depende de seus atos. Prega o amor ao prximo como meio de atingir a maturidade 
espiritual (perfeio). Afirma que as reencarnaes permitem a evoluo gradativa do esprito para se redimir de erros passados. Todas as faltas podem ser reparadas. 
Como o corpo  s um instrumento para a volta  Terra, quando atinge a perfeio o esprito no precisa mais reencarnar.
        Os espritos interferem na vida terrena pela mediunidade, capacidade natural de comunicao entre eles e os homens. O mdium  a pessoa a quem recorrem para 
contar como esto, fazer revelaes e aconselhar os vivos . Isso acontece por meio da psicografia (o mdium escreve como se o prprio esprito escrevesse) ou da 
incorporao (o esprito apodera-se do corpo do mdium para falar aos vivos). Os espritos superiores promovem o bem. Os inferiores do ms orientaes. Os praticantes 
do espiritismo renem-se em centros, mas no seguem rituais.
        No h estatstica mundial sobre o nmero de seguidores do espiritismo. No Brasil, segundo o IBGE, cerca de 1,6 milho de pessoas declaravam-se espritas 
em 1991. De acordo com uma pesquisa realizada em 1994 pelo instituto DataFolha, esse nmero chega a 5,5 milhes.

BIBLIOGRAFIA
        COMTE, Auguste. Prospectus de travaux cientifiques ncessaires por rorganiser la 
                        Societ. Paris, 1822.
        Almanaque Abril. Ed Abril S.A., 1999.

       Desenvolva um resumo desta apostila, dentro das normas de orientao da metodologia da pesquisa cientifica no mnimo de 10 laudas. Faa um apesquisa de 03 
laudas sobre um assunto livre sobre sociologia da religio.





Redigido e Corrigido pelo
Pastor e Prof. Harlen Gomes
Reitor da FATADB .



       FATADB - Faculdade Teolgica das Assemblias de Deus no Brasil
                                                                                                                                                                 
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